Síndrome Wolff-Parkinson-White, tratando a arritmia.

Cuide do coração
Em 2013 precisava fazer uma cirurgia para corrigir um desvio no septo nasal, e um dos exames pré operatórios é o eletrocardiograma, feito para diagnosticar possíveis  problemas cardiológicos. Neste exame fui diagnosticado com a Síndrome de Wolff-Parkinson-White. O cardiologista Dr. Rodolfo me autorizou a fazer a cirurgia mesmo com essa alteração, justificando que não era nada de mais e que eu não iria morrer por causa disso. Realizei a cirurgia tranquilo e não pesquisei mais sobre esta alteração. Continuei a vida normalmente.

No final de 2014 comecei a tomar gosto por corridas de rua. Eu corria tranquilamente 5km e comecei a treinar para correr 10km. Minha esposa se lembrou do exame cardiológico que eu havia feito e do resultado alterado, e me orientou (obrigou rs) a parar com as corridas enquanto eu não fizesse um checkup no coração para pesquisar a causa dessa alteração.

Procurei uma boa clinica que se enquadrasse no meu plano de saúde (empresarial básico), e acabei marcando uma consulta na clinica Larcor Assistência Cardiológica. Fui atendido pelo Dr. Luis, que solicitou uma bateria de exames, incluindo um Holter 24h, Eletrocardiograma, Ecocardiograma e um Teste de Esforço na esteira.

Retornei com todos os exames e ele confirmou a presença da síndrome de Wolff-Parkinson-White, e me orientou a  consultar com um Eletrofisiologista, que é um especialista que trata desses casos. Por sorte no mesmo consultório tinha um Dr. especialista na área, com quem marquei uma consulta.

Nesta consulta o eletrofisiologista me explicou exatamente como ocorria a síndrome, que ela é muito comum, é congênito e que a solução é a cirurgia (ablação),independente da idade. Não vou entrar em detalhes dos sintomas, causas e tratamento por que isso pode ser encontrado no Wikipédia por exemplo. Tem muito conteúdo técnico explicando a síndrome, a minha intensão nesse post é relatar a minha vivência do tratamento e recuperação.

Apesar dos casos de morte subta do Wolff-Parkinson-White serem raros, eu saí da consulta preocupado. O médico orientou que parasse imediatamente com minhas atividades físicas, corridas e até pegar peso. Pensei em fazer minha cirurgia com ele, mas meu plano era o básico da Bradesco Saúde e não aceitava nos bons hospitais. Fora o fato dele ter me cobrado por fora mais 7 mil de honorários, sem condição. Falei com meu chefe e a empresa fez um upgrade no plano.

Agora com um plano melhor, marquei uma consulta na área de arritmia do HCor (Hospital do Coração) com o Dr. RICARDO CARNEIRO AMARANTE (CRM 147545). A consulta foi excelente, sem dúvida o melhor cardiologista que já passei. O Dr. é super atencioso e me deu uma aula completa da anatomia e funcionamento do coração. Tudo bem que entendi pouca coisa, já que não sou da área da saúde rs, mas ele explicava com uma empolgação, dava para perceber a paixão que ele tem pela profissão.

Resumindo, o Dr Ricardo confirmou que precisava ser feito uma ablação, onde passaria um cateter usando as veias da região da virilha, indo até o coração. Chegando lá iria cauterizar um feixe e com impulsos elétricos (radiofrequência) fazendo a correção da arritmia, foi isso que eu entendi na hora kkk. A cirurgia teria duração em média de 3 a 6 horas, tudo dependia da localização exata do feixe. Os exames dão uma ideia de onde deve estar ocorrendo a anormalidade, mas só durante a cirurgia que é possível saber o ponto exato.

O Dr. me explicou que é uma cirurgia muito simples. Em comparação às outras cirurgias cardiológicas que eles fazem, a ablação é um procedimento rotineiro. Os riscos da cirurgia são baixos, mas como qualquer cirurgia, há riscos. Por exemplo, o cateter poderia perfurar um vaso sanguíneo causando hemorragia,  o que poderia ter como opção a abertura do tórax, mas são casos raros.

Imediatamente após a cirurgia, com o feixe já destruído,você está livre do WPW (salvo raros casos que o organismo consegue recuperar o feixe). É possível ver a correção da arritmia por meio do eletrocardiograma durante o procedimento. Após a cirurgia é preciso de um repouso de 7 dias por conta da incisão na virilha, e 30 dias sem atividades física até o retorno com o médico.

 

Dia da internação e cirurgia

Dia 3 de Setembro de 2015 às 20h00 cheguei ao HCor para a internação.

Após toda a papelada assinada, um mensageiro de hospedagem super simpático me encaminhou até meu quarto, me deu a senha de wifi, mostrou como abrir a persiana automática, interfones, tv, sofá cama,etc. Tudo muito limpo,organizado e chique rs.

O quarto por sinal era maior do que muito quarto de hotel 4 estrelas que já fiquei. Logo em seguida veio o enfermeiro e me fez várias perguntas de protocolo, se eu fumo, se bebo, se faço uso de medicamentos, drogas e etc. Em seguida veio um auxiliar e me levou de cadeiras de rodas até o raio x, não sabia o porque da cadeira de rodas mas fui rs.

Só depois soube que eles tem um protocolo antiqueda, ou seja, fui de cadeira de rodas para não ter o risco de eu cair no hospital, achei um exagero rs.

Resumindo minha internação, fiz um eletro no próprio quarto, o auxiliar fez raspagem dos pêlos da região da incisão, coloram um acesso e me disseram que a partir da meia noite eu teria que ficar de jejum absoluto. No dia seguinte iria tomar banho com antisséptico mas não poderia mais molhar a cabeça.

Todos os profissionais são super simpáticos, educados e prestativos (igualzinho o SUS rs, só quem já passou pelo SUS sabe o sofrimento). Havia no quarto  quadro de anotações, que sempre era atualizado com o nome do enfermeiro e auxiliar de plantão,além do nome da minha equipe médica e horário de jejum. Mais tarde veio uma nutricionista no quarto para saber se havia algum alimento que eu não gostaria nas minhas refeições, e me informou que caso algo não me agradasse eu poderia solicitar a troca por outra refeição. Simplesmente outro nível.

Fui acordado 5h da manhã para fazer um novo eletro, tomar o banho com antisseptico, me preparando para a cirurgia que a princípio seria as 7h. Em seguida me avisaram que a cirurgia seria as 11h30, mas devido uma complicação na cirurgia do paciente antes de mim, só às 13h que me levaram para o centro cirúrgico. Um pouco antes veio um médico para saber como eu estava, ele fazia parte da equipe do Dr. Ricardo, e me informou sobre o atraso. Em seguida veio o anestesista e fez várias perguntas, se eu já tinha feito cirurgia, se já tomei anestesia, e como me senti após as anestesias e etc. O mais engraçado foi quando ele perguntou como eu descobri que tinha WPW, eu expliquei (conforme o inicio desse post). E quando eu disse que o Dr. Rodolfo me liberou para cirurgia do desvio de septo e falou que eu não ia morrer disso, o anestesista riu sem parar, achando um absurdo um médico ter dito isso. Virou para minha esposa e disse, “Caramba, você quase ficou viúva por causa de uma besteira hein!”

Chegando na mesa do centro cirúrgico a equipe me pediu que eu sentasse e colocaram umas chapas de ferro nas minhas costas, em seguida deitei e começaram a colocar vários eletrodos no peito, costelas, tornozelo, nos dedos, tinha fio por todo meu corpo. O anestesista disse que iria iniciar a aplicação a anestesia, colocaram uma máscara para eu respirar e em 15 segundos eu apaguei.

Cerca de 2:30 hs após o início da cirurgia, minha esposa foi informada que o procedimento havia terminado, e tudo correrá bem.

ablacao

Acordei em uma sala de recuperação e a primeira coisa que fiz foi passar a mão no peito para saber se não precisou abrir kkk. Na minha virilha tinha um curativo grande fazendo pressão. Já que não levei pontos precisei ficar por umas 6 horas com este curativo,sem poder me sentar ou levantar. Por ora estava bem, com muita sonolência e sentindo apenas umas leves pontadas na virilha.

Chegando ao quarto comecei a sentir muita ânsia de vômito, pedi para ser medicado e em 20 minutos os sintomas passaram. O enfermeiro me orientou a não mexer a perna durante o período de 6 horas, que era a margem de segurança para que a incisão na virilha fechasse. Mais tarde tive que tomar uma injeção na barriga de um anticoagulante, e de hora em hora eles analisavam meu pé para testar a circulação de sangue na minha perna e verificavam os curativos.

Recuperação

A noite, após as 6 hs, foi retirado o curativo compressivo,permanecendo somente o curativo normal.  No dia seguinte após a cirurgia a enfermeira retirou este curativo e me surpreendi ao ver que havia apenas três furinhos minúsculos. Eu achava que teria um corte de 2 a 3 centímetros, mas mal dava pra notar de tão pequenos.

Me orientaram a levantar da cama e andar um pouco, mas estava um pouco receoso, sentia um pouco de dor a cada passo que eu dava. Mas tomei um banho e andei um pouco pelo quarto.

O Dr. Ricardo entrou no quarto e disse que a cirurgia foi um sucesso, conseguiram corrigir totalmente a arritmia e que as chances de retornar era pequenas, cerca de 3%.

Me orientou a ficar de repouso absoluto por 3 dias. No 4° dia eu já poderia dirigir, se fosse necessário. Me orientou a  fazer caminhadas curtas. De jeito nenhum poderia pegar peso e fazer atividade física até o retorno com ele em 30 dias.

Nos 4 primeiros dias eu sentia um cansaço e falta de ar, em pequenas atividades como levantar e sentar me dava esse mal estar, andava arrastando o pé no chão porque doía um pouco nas passadas.

A partir do 5º dia eu já andava normalmente ainda sentindo um pouco a virilha, mas super tranquilo.

No 20º dia eu já não sentia dor nenhuma, até dei umas corridinhas com meu cachorro rs.

O mais curioso que eu senti a diferença dos batimentos do meu coração, parece que colocaram um amortecedor, ele começou a bater mais suave, não sentia mais as palpitações.

Retorno ao médico

Trinta dias depois da cirurgia eu retornei com o Dr. Ricardo, fiz um eletro lá mesmo no consultório do HCor, e ele confirmou que não havia mais síndrome de Wolff-Parkinson-White. Não havia mais feixe nem arritmia. E disse o que mais esperei por todos esses meses, que eu poderia voltar a fazer atividade física, voltar correr e fazer academia. Mas claro, sem exageros. Eu deveria retornar daqui 3 meses, 6 meses, anualmente, por dois anos e por fim teria alta de vez, esses retornos são apenas para acompanhamento.

Concluindo, estou muito feliz seguindo minha vida normalmente e recomendo que todos façam um checkup, consulte com um cardiologista antes de praticar atividade física, para vocês terem uma ideia 1 a 3 pessoas a cada 1 mil habitantes no mundo possui a síndrome de Wolff-Parkinson-White.

Quem tem ou teve esse mesmo problema comentem o post, façam perguntas que eu tentarei tirar as dúvidas. Quando descobri que tinha a síndrome não achei relatos de portadores dela, e não consegui tirar minhas dúvidas, isso me deixou um pouco inseguro sem saber o que estaria por vir. Espero que tenha ajudado vocês!!

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28 Responses

  1. Mayra disse:

    Tenho a síndrome desde 3 anos… Sempre pratiquei atividade intensa de musculação… Nunca tive problemas.. Até chegar aos27..Evitei ao máximo esse procedimento… Tenho medo de morrer.. Me falaram que se faz acordado, pq você dormiu? Estou morrendo de medo!

  2. admin disse:

    Olá Mayra, meu médico disse que já nascemos com isso, então são anos e anos que nosso coração se adaptou a bater errado. São raros os casos de morte súbita nos portadores da síndrome WPW, mas acontece, assim como é raro mortes nesse tipo de cirurgia mas também acontece. Eu também tive esse medo mas eu prefiro mil vezes morrer na cirurgia onde eu ainda tenho chance de ser reanimado do que morrer na academia onde não terei chances até o socorro chegar.

    Se o médico falar que a cirurgia ocorrerá sem anestesia geral fuja dele kkk, não pode haver o risco de você se mexer e nem de entrar em pânico no meio da cirurgia, tem que ser sedado.

  3. Williams Diego disse:

    Olá amigo! Muito bom vê o seu relato.

    Fui diagnosticado em um exame de teste ergometrico. Minha intenção era começar a fazer atividade física (musculação). Ainda estou sem acreditar, me sinto triste, e fico pensando que se não fosse esse exame eu poderia sofrer alguma complicação mais cedo ou mais tarde sem saber qual o motivo. O médico que me atendeu, me orientou que fizesse a ablação, ele me explicou o procedimento, mas mesmo assim estou um pouco abalado e com medo. Não sei se vai dar certo fazer a ablação com o plano de saúde que tenho, então penso em fazer no SUS, mas tb não sei como é feito aqui em minha cidade. No mais é isso. Seu relato me deu mais coragem, apesar de me sentir um pouco triste agora. Abraço!

  4. Luana disse:

    Olá fui diagnosticada esse mês, e gostaria de saber se alguém sabe o custo de uma ablação. Ainda estou passando por exames mas gostaria de fazer a cirurgia, não quero ser uma bomba relógio.

  5. Adriano Lopes disse:

    Olá Williams, fique tranquilo, só evite atividades que exija extremo esforço do coração (academia, corridas e esportes) de resto é vida normal. Que bom que você tem plano de saúde, por lei quando você é diagnosticado com uma doença depois de já ter contratado o plano a seguradora tem por obrigação tratar qualquer doença que você tenha, seja uma gripe, ablação ou tratamento de câncer. No SUS, pelo menos aqui em SP, você iria aguardar uns 2 anos para realizar a cirurgia e ainda iria correr o risco de colocarem um figado no lugar do coração kkkk.

  6. Adriano Lopes disse:

    Olá Luana, primeira mente não se preocupe (pelo menos foi que os médicos me disseram), assim como disse ao Williams evite apenas elevar seu ritmo cardíaco ao extremo, no começo eu até pensava em não subir escadas para não morrer kkk, eu só tive que parar com minhas corridas e academia. Em relação a valores, se você tem plano de saúde então fica tranquila que é custo ZERO. O segundo médico que me consultei (não foi o último do HCor), me disse que a cirurgia custa em média R$ 35.000,00 reais mas que o plano cobriria mesmo sendo o básico do básico, além disso ele queria um cheque de R$ 7.000,00 reais para pagar seus honorários.

    Se você for pagar no particular aí vai depender de quanto o médico vai cobrar, o preço da equipe médica, dos instrumentos, dos materiais, a internação mais locação do centro cirúrgico do hospital de sua preferência. Consulte com um médico que ele responderá com mais precisão.

  7. João Paulo disse:

    Oi. Vou fazer a cirugia dia primeiro e tenho muito medo da sedacao qual é a sensação? To com muito medo

  8. Adriano Lopes disse:

    João, a sensação é muito boa kkk. Vão te colocar uma mascara de oxigênio e logo em seguida você vai sentir o liquido gelado entrando na sua veia e em menos de 10 segundos você já apagou. As vezes o ruim é voltar da anestesia, eu já fui sedado 4 vezes e as duas primeiras foram super tranquilas. A terceira vez a minha garganta estava seca e doendo muito, estava roco e mal conseguia falar, isso por eu ter sido entubado, mas depois de 1h melhorou. Na cirurgia de WPW eu tive muita ânsia de vomito, mas me deram um remédio e fiquei bem.

    Não se preocupe João Paulo, depois conte sua experiência para nós e boa sorte.

  9. José Carlos disse:

    Eu descobri aos 22 anos jogando bola que tinha algo errado no coração, mais nenhum exame detectava o problema passei 10anos tomando amiodarona,fui fazer uma consulta de rotina e no eletrocardiograma descobri está doença, fui encaminhado para hospital Dante pazaneto depois de fazer todos exames um Cardiologista de confiança da família achou melhor não fazer Atração porque correria o risco de ter que usá marcapasso o resto da vida, conclusão estou com 60 anos tomando amiodarona e tenho taquicardia uma x todo mês faz 12 horas que tive a última clise coração bateu 170 p/ minutos durante 15 minutos não tenho convênio e né dinheiros para pagar no particular o jeito é orar muito.

  10. Paula disse:

    Boa tarde,
    Descobri na semana passada que tenho WPW e, a princípio, levei um grande susto. Fiz o eletrocardiograma por conta de uma avaliação anual de saúde que tenho que fazer em decorrência do trabalho. O médico passou vários exames e disse que até que saíssem os resultados eu poderia seguir com a minha vida normalmente. Só que meu trabalho exige muito esforço físico, as vezes até um esforço sobrehumano. Ele recomendou apenas que eu não dirigisse.
    A minha maior preocupação é em relação ao plano de saúde, pq ele ainda é recente e, por enquanto, só está cobrindo doenças supervenientes. No entanto, está é a minha principal duvida, a síndrome de WPW é congênita, como vc mesmo disse, porém, na maioria dos casos, ela tbm é assintomática. Na época em que contratei o plano, há seis meses atrás, não sabia da existência desse problema. O plano pode agora, para se escusar da cobertura, alegar que é uma doença preexistente e que por isso eu só teria cobertura PR isso após 2 anos? Ou pelo fato de eu só ter descoberto agora ele é obrigado a co rir?

  11. Fabiano disse:

    Eu também tenho WPW. Descobri num exame de rotina. Já fiz ablação, mas sem sucesso. A via extra estava numa região de difícil acesso (região póstero-septal). Terei que refazer o procedimento utilizando um cateter irrigado. Alguém já ouviu falar desse tipo de cateter?
    Com relação ao ablação é muito simples e seguro. Procure tratar-se sempre com especialista e eles são bem bem seguros com o que fazem.
    Abraço

  12. Adriano Lopes disse:

    Bom dia Paula.

    Em relação ao WPW no meu caso eu tive que suspender as atividades físicas por precaução, mas antes eu corria, jogava bola e outras atividades físicas de grande esforço sem nenhum problema, só sentia meu coração querer sair pela boca kkkk. Nada melhor que seu médico pra recomendar se você deve mudar de trabalho ou não.

    Já o plano de saúde até onde eu sei ele é obrigado a tratar qualquer doença que você venha ter, independente de carência. Meu próprio médico me disse isso que o plano tem que arcar com qualquer cirurgia independente do custo dela. Recomendo você a procurar um juizado de pequenas causas ou até mesmo o procon pode te ajudar.

  13. Adriano Lopes disse:

    Olá Fabiano. Meu médico havia me alertado que alguns casos em até 3 meses o WPW poderá voltar. Não conheço o cateter irrigado, deve ter algo na internet, se algum leitor puder descrever agradeço.

    Desejo boa sorte Fabiano, vai dar tudo certo.

  14. Fabiano disse:

    O plano de saúde não pode alegar doença pré-existente se você descobriu agora. No meu plano de saúde não tive problemas com isso e eles cobriram normalmente.
    Entre em contato com seu médico e ele saberá lhe dizer como são as burocracias com o plano.

    Deus abençoe,
    Abç

  15. Thais disse:

    Olá, descobri ha 1 semana que tenho wpw e eletrossistoles ventriculares, mas nunca senti nada. Irei ao medico amanha, mas to com muito medo de ser algo grave.

  16. Leonardo Simões disse:

    oi adriano!
    eu descobri que tenho Wolf há um mês e entre em pânico. Passei em três cardiologistas e todos falaram que é preciso fazer a ablação. Eu me consultei com o Dr. Ricardo, no Hcor, e a consulta foi como você disse: serena, carismática e elucidativa.

    só que, mesmo assim, eu estou morrendo de medo de fazer a operação. e fica pior: se não fazer, pode ter problemas futuros. se fizer, corre-se riscos.

    não sei o que pensar.

  17. Carlos disse:

    Boa tarde amigo, muito legal seu post, também descobri o WPW e marquei a ablação para daqui 30 dias, neste período estarei tomando medicamento….queria saber nesse período pré-cirurgia, como lidou com a alimentação, e desculpe a sinceridade, o sexo com a companheira? Pq minha médica disse que não poderia fazer atividade física nenhuma até a cirurgia, e fiquei constrangido em perguntar rsrs.
    Abs e parabéns pelo post!

  18. Adriano Lopes disse:

    Olá Thais. Não se preocupe, o seu médico vai primeiramente explicar direitinho o que é WPW, as causas e as possíveis soluções, depois vai pedir diversos exames como eletrocardiograma, ecocardiograma, holter ou até um teste de esteira. Aí sim avaliar a necessidade de cirurgia ou não. Eu sei que quando se trata de coração e cérebro a gente fica muito apreensivo mas no caso de WPW os riscos são super baixos. Apenas certifique-se de escolher um bom médico e um hospital que possa te dar todo o suporte.

    Qualquer novidade nos mantenha informado e boa sorte.

  19. Adriano Lopes disse:

    OLá Leonardo. Se você fizer a cirurgia no HCor e com o Dr. Ricardo Amarantes então não tem do que ter medo kkk. Eu te entendo por que eu já fiz algumas cirurgias como ginecomastia, tirei a vesícula e desvio de sépto mas essa do coração foi a que eu fiquei mais ansioso, por se tratar do coração (o motor do corpo) a gente fica com medo mesmo, é normal.

    Mas tente ficar o mais tranquilo possível, o HCor faz cirurgias cardíacas de pessoas do mundo inteiro, é referência internacional, te todas cirurgias que eles fazem a ablação é uma das mais simples. Faça o quanto antes pra você levar uma vida normal o mais rápido possível e boa sorte.

  20. Adriano Lopes disse:

    Olá Carlos, alimentação é normal nesses 30 dias, apenas no dia anterior da cirurgia que você deve se alimentar com comidas mais leves (evite a feijoada e os fastfood kkk) e você terá que ficar 12h em jejum antes da cirurgia.

    Em relação a atividade física meu médico pediu que eu parasse com a academia e as corridas que eu costumava fazer. A ideia é você evitar a alta frequência cardíaca pra não ter um piripaque kkk. Eu perguntei ao médico sobre as relações sexuais e está liberado com moderação kkkk, tenta pegar leve com calma e também é uma ótima desculpa pra você pedir a parceira fazer todo o trabalho kkkk.

    É isso aí Carlos e boa sorte.

  21. Carlos disse:

    Blz amigo, valeu pelas palavras! Só mais uma informação….a médica me indicou um remédio pra tomar durante 30 dias, e parar de tomar 3 dias antes da cirurgia….foi assim contigo também?
    vou avisar a parceira sobre o sinal verde kkkk

    abs

  22. Adriano Lopes disse:

    KKKK
    Bom dia Carlos. No meu caso não tomei nenhum remédio, mas vamos ressaltar que cada caso é um caso, siga as orientações corretas da sua médica. Abs.

  23. carlos disse:

    Salve salve Adriano, fiz a cirurgia dia 28/11, foi um sucesso. Só me assustei com umas manchas roxas na perna, mas a médica disse que era comum. Não fiz outro curativo, e a médica me pediu ‘pra não usar cueca’, pras feridas respirarem. Gostei!
    Mas acho que cometi um erro. operei Às 17h do dia 28/11 e no dia 29/11 às 18h tomei um chopp e comi batatas fritas no boteco. Tive uma queda brusca de pressão, mas nada tão grave.
    Mas é isso aí, sinto umas aceleradas de vez em quando, mas nada que assuste. Um grande abs e parabéns pelo blog!

  24. Josué F. disse:

    Olá pessoal. Achei a postagem do Adriano em um outro site e cheguei aqui. Vou contar a mesma historinha que venho contando em alguns sites. A saber, estou a caminho do quarto estudo eletrofisiológico – sou uma exceção.

    Peguem a pipoca e lá vai:

    Fui diagnosticado com WPW em 2006, após tonturas durante atividades físicas (Musculação e MuayThaii), tinha 16 anos.
    Fiz meu primeiro estudo/ablação em 2007, porém houve recorrência ainda enquanto eu estava em observação pós-procedimento. Ou seja, não houve êxito no resultado. A efeito de estatística: a incidência do WPW após ablação é de 35 pessoas a cada 100 000, fiquei nos 0,03% da exceção (segundo o Google).
    O segundo estudo foi em 2008, esse com sucesso. Três meses depois no ECG e Holter 24h constou a recorrência do WPW.
    Em 2009 fiz um terceiro estudo. Outra recorrência.
    A minha doutora nos deu a opção de continuar tentando com os estudos ou seguir com medicação (no meu caso atenolol) e seguir uma vida mais ‘tranquila’.

    Este ano, 2016, decidi retornar às investigações, desta vez com um novo cardiologista – esse recomendado pela antiga doutora, tendo em vista que ela era cardio pediátrica.
    Fiz Ecocardiograma, ECG, Holter e o teste ergométrico e, para meu espanto, deu tudo OK. Limpo. Sem a presença da onda Delta. Como? Curou com o amadurecer do meu corpo nos últimos 7 anos? Segundo o novo Dr, sim!
    Tenho os mesmos sintomas de antes: MUITAS EXTRASSÍSTOLES e raras vezes (talvez por ansiedade) sinto FIBRILAÇÕES (o que me preocupa, pois sinto um desconforto, ‘quase’ que uma tontura quando ocorre – e hoje me ocorreu e eu estava na correndo na esteira da academia).

    Estou me preparando para prestar o concurso da PMPR (Polícia Militar do Paraná). Pratico musculação para ganho de força e alguns exercícios de teor cardiovasculares, treinos focados para o concurso, tudo com acompanhamento do professor.
    Tipicamente, a carga de exercícios aeróbicos e de força exigidos ao concurseiro é demasiadamente alta – e ainda mais alta na escola da polícia.

    Em 2017 irei me submeter a mais um estudo eletrofisiológico. Segundo o Dr este próximo estudo é o ‘tira-teima’ e, estando mesmo tudo certo, estarei liberado para quaisquer atividades.

    Minha dúvida é: mesmo que todos os meus exames cardíacos constem ‘limpos’, incluindo o próximo estudo, e mesmo com o doutor falando na minha cara que “Sim! Você não tem mais WPW”, mesmo assim (a redundância é proposital) ainda tenho aqueles sintomas. Posto isso, POSSO MESMO PRATICAR EXERCÍCIOS AERÓBICOS COMPETITIVOS COM TRANQUILIDADE?

    Quaisquer comentários ou respostas serão bem-vindos, pois pode sanar dúvidas e ansiedade de muita gente. Obrigado pela atenção. Saúde e sucesso!

  25. Adriano Lopes disse:

    Olá Josué, que história hemmm. Meu médico também me deixou claro que após a cirurgia o WPW poderia voltar nos próximos 3 meses, por isso que venho monitorando em 3 meses, 6 meses, e 1 ano e a cada 2 anos. Já passaram 1 e 6 meses da cirurgia e graças a Deus não consta nada.

    Acredito que os sintomas que vem ocorrendo com você seja por questões emocionais (ansiedade, timidez, estresse e etc..) ou físicas (esforço, atividade física, movimento brusco repentino e etc…). Eu ainda sinto meu coração acelerar nesses pontos que citei mas não ocorre quando estou totalmente em repouso (como ocorria antes da cirurgia).

    Torço pra você que dê tudo certo na próxima bateria de exames, se Deus quiser estará tudo OK, abraços e conte depois o resultado aqui no blog.

  26. Felipe Cardoso disse:

    Boa tarde,
    Fiz a minha ablação dia 06/01no hospital TOTAL COR em sp estou me recuperando, graças a Deus correu tudo bem só sinto algumas pequenas falta de ar, ontem senti uma pequena queimação e o coração um pouco acelerado, mas o médico diz ser normal.
    Estou tomando três comprimidos de aas por dia e 2 capsulas de cloreto de magnésio pa por conta própria , mas segundo o médico não tem problema .
    Estou muito confiante pois não sinto meu coração bater forte mesmo se fizer um pouco mais de esforço, recomendo a todos que precisem fazer este procedimento é super tranquilo você não vê nada, o probleminha é só a perna mas a minha não esta doendo , sinto apenas pequenas fisgadas .
    E o melhor de tudo fui internado às 7h da manhã e liberado às 17h .
    Que deu abençõe a todos…

  27. Adriano Lopes disse:

    Boa Felipe, bom que deu tudo certo, imagino que já deve estar na sua rotina normal (menos atividade física por enquanto). Obrigado pelo depoimento, abs.

  28. Felipe disse:

    Bom dia Adriano,

    Vou retornar ao médico dia 08/02 estou muito confiante graças a Deus passou a queimação no peito e a falta de ar tbm foi embora .
    Agora é só aguardar as instruções do médico, o que deixa a gente um pouco intrigado é a sensação de não usar remédio e ficar ansioso com um pouco de medo do coração disparar. Mas até agora sem novidades …
    Fiquem com Deus..

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